A EXPERIÊNCIA DO COLABORADOR IMPACTA OS RESULTADOS FINANCEIROS?
- Maria Júlia Araújo
- 23 de jun.
- 3 min de leitura
Por: Antonio Gabriel Castro Costa

Durante as análises nas empresas, percebo como a experiência do colaborador aparece no atendimento automático, isso porque o cliente sente o clima interno sem que ninguém precise explicar nada. Quando a equipe está perdida, sobrecarregada ou sem clareza, isso se traduz em demora, insegurança, e pouca disposição para ajudar, e o impacto vai direto para o caixa da empresa, já que vira reclamação, logo então perda de venda e por fim queda na recompra.
Muitas vezes o colaborador até quer entregar um bom atendimento, mas está preso em processo confusos, mudanças mal comunicadas ou até mesmo não comunicadas e falta de autonomia, isso cria uma experiência instável que o cliente percebe imediatamente.
É um efeito dominó que começa dentro e termina no bolso da empresa:
· Falta de clareza gera insegurança;
· Insegurança gera atendimento fraco;
· Atendimento fraco gera perda financeira.
O impacto da cultura e do alinhamento no dia a dia do atendimento
O que eu mais percebo nas empresas é que a cultura aparece no dia a dia de um jeito muito simples e quase automático, porque ela não está no que a empresa diz, mas no que fazem quando ninguém está olhando.
Já entrei em lugares com valores lindos na parede, mas com equipes cansadas, sem apoio e sem clareza, e o atendimento acabava refletindo exatamente isso.
Por outro lado, também já vi empresas bem mais simples, sem grandes discursos, mas com uma cultura prática de cuidado e colaboração que aparecia no jeito como a equipe se ajudava e como tratava o cliente. E é aí que tudo se conecta, porque quando a equipe não está alinhada, o cliente sente na hora:fulano diz uma coisa, ciclano diz outra, o processo muda e ninguém avisa, por fim, a experiência vira uma loteria.
O Instituto Experiência do Cliente fala muito sobre isso e sempre mostramos no nosso octógono, que antes da experiência do cliente vem a experiência do colaborador. E isso, é o que vemos quando a empresa tem rotatividade alta, por exemplo, o cliente nunca sabe o que esperar, porque um dia é atendido e no outro não, essa inconsistência afeta a confiança e diretamente o resultado.
Não é à toa que a Havard Business Review mostra que aumentar a retenção de cliente em pelo menos 5% pode elevar o lucro entre 25% e 95%, já que ninguém volta para um lugar onde cada visita parece uma experiência diferente.
O impacto no resultado como um todo
Quando olhamos para tudo isso de forma mais estrutura, fica ainda mais claro como a experiência do colaborador influencia o resultado financeiro. A metodologia Balanced Scorecard (BSC) ajuda a enxergar essa relação, porque ela conecta o que acontece dentro da empresa com o que aparece lá na portaria da empresa.
No BSC, as quatros perspectivas caminham juntas e quando uma falha, todas as outras sentem:
· Processos Internos: quando há falhas, o atendimento trava;
· Aprendizado e Crescimento: quando a equipe não evolui, o cliente percebe;
· Clientes: quando a experiência é instável, a recompra cai;
· Financeiro: quando tudo isso se soma, o resultado diminui.
E é justamento por isso que observar toda a jornada do cliente faz tanta diferença, quando analisamos atendimentos, ouvimos ligações ou acompanhamos interações, percebemos detalhes que a empresa não vê no dia a dia. Coisa simples, mas que fazem diferença:
· Processos que ninguém segue;
· Informações que se perdem no caminho;
· Atendimentos que mudam de pessoa para pessoa;
· Falhas pequenas que viram grandes.
Então quando a experiência do colaborador é boa, diversos outros fatores crescem positivamente: o atendimento melhora; e quando o atendimento melhora, o cliente confia, ele volta; e quando o cliente volta, o resultado aparece.




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