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RECRUTAMENTO E CONTRATAÇÃO NÃO É APENAS UMA RESPONSABILIDADE DO RH

  • Foto do escritor: Maria Júlia Araújo
    Maria Júlia Araújo
  • 17 de ago.
  • 3 min de leitura

Por: Antonio Gabriel Castro Costa




Muitos líderes ainda acreditam que a responsabilidade pelo recrutamento e pela contratação é exclusivamente do RH. Mas será que, de fato, é papel do RH conduzir todo o processo sozinho?


Não. Afinal, não é o RH quem conhece, no dia a dia, todas as características, habilidades e perfis necessários para determinada posição. É papel do RH manter o processo otimizado, organizado e garantir que as etapas sejam conduzidas da melhor forma possível. Porém, o líder tem total responsabilidade por definir qual perfil precisa ser priorizado, principalmente a partir dos desafios que aquela posição apresenta.


Para ter sucesso na contratação de um profissional, analise as características dos seus melhores profissionais. A partir dessas informações, você consegue criar uma base mais clara do que procura e definir perfis que tenham maior aderência à posição e à empresa.


Uma dica importante para esse processo é mapear algumas informações essenciais do candidato:

  • CHA – Conhecimentos, Habilidades e Atitudes

  • Nível de fit cultural

  • Histórico profissional – embora seja importante, esse talvez seja um dos pontos menos relevantes quando analisado de forma isolada.


Não é raro encontrar pessoas que chegam a ocupar determinado cargo sem atender aos requisitos necessários para aquela posição. E, muitas vezes, isso também é responsabilidade do líder, que não acompanha de perto o processo de recrutamento e deixa toda a decisão nas mãos do RH.


O perfil comportamental também precisa entrar na avaliação


Uma metodologia bastante utilizada no processo de contratação é o DISC. Por meio dela, é possível identificar diferentes características comportamentais de um candidato, o que pode contribuir para uma decisão de contratação mais assertiva.


  • DOMINÂNCIA – está relacionada à forma como a pessoa lida com desafios, decisões e resultados. Geralmente, esse perfil tende a buscar soluções de forma rápida e objetiva.

  • INFLUÊNCIA – está relacionada à facilidade de comunicação, relacionamento e capacidade de convencer e influenciar outras pessoas.

  • ESTABILIDADE – esse perfil busca maior estabilidade, constância, segurança e previsibilidade. Normalmente, demonstra paciência e preferência por processos estruturados, seguindo cada etapa com cuidado e mantendo um padrão constante.

  • CONFORMIDADE – antes de tomar uma decisão, essa pessoa tende a adotar um comportamento mais analítico. Ela avalia as informações, confere os detalhes e busca segurança antes de tomar uma decisão.


Estudos mostram que muitos profissionais são contratados principalmente pelo seu perfil técnico, mas acabam sendo desligados por questões relacionadas ao comportamento. E é justamente nesse ponto que entra um dos pilares mais importantes de qualquer empresa: a cultura.


É muito comum que grandes empresas contratem profissionais com um histórico profissional impecável, mas, depois de algum tempo, percebam que a contratação não funcionou. Não adianta contratar uma pessoa de alta performance se seus comportamentos não estiverem alinhados à cultura e aos valores da empresa.


Por isso, minha recomendação é: contrate pessoas cujos comportamentos estejam alinhados à cultura da empresa. Habilidades técnicas podem ser desenvolvidas com treinamento e experiência; já comportamentos e características individuais costumam exigir muito mais tempo e esforço para serem transformados.


Para finalizar, existe uma etapa que pode fazer toda a diferença para deixar o novo profissional alinhado ao que a empresa espera dele: um onboarding estruturado.


Conte a história da sua empresa, apresente o MVV (Missão, Visão e Valores), deixe claros os produtos e serviços, mostre as metodologias utilizadas e explique como a empresa funciona.


E o melhor: parte desse processo pode começar antes mesmo de o profissional chegar à empresa. Uma ideia simples é pedir para futuros colegas de trabalho gravarem um vídeo parabenizando-o pela aprovação e dando boas-vindas. Pode ter certeza de que esse pequeno gesto pode deixar o novo profissional muito mais seguro, acolhido e encantado com a decisão de fazer parte da empresa.


Contratar bem é entender que o profissional precisa fazer sentido não só para a função, mas também para o momento da empresa, para o time e para a cultura.


E depois da contratação, o trabalho continua.


Valorize quem está chegando, treine, acompanhe de perto e dê as condições necessárias para que essa pessoa consiga entregar o que você espera. Muitas vezes, o profissional que a empresa procura não está pronto, mas pode ser desenvolvido dentro dela.

 




 
 
 

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