A PSICOLOGIA DA ESPERA INFORMADA VS ESPERA SILENCIOSA
- Fernando Coelho
- 21 de fev.
- 2 min de leitura

Quando o problema não é o tempo, e sim, o silêncio. As vezes tudo o que o cliente quer é uma informação, isso é alinhamento de expectativa e faz uma diferença enorme no tempo médio de espera.
Na área da saúde, esperar faz parte da rotina. Consulta, exame, resultado ou retorno, sempre há intervalos entre uma etapa e outra. Mas o que mais incomoda o paciente nem sempre é o tempo de espera, e sim o silêncio durante esse tempo.
O QUE É ESPERA SILENCIOSA?
A chamada “espera silenciosa” acontece quando o paciente aguarda sem qualquer informação. Ele chega, faz o cadastro e simplesmente espera, sem saber se há atraso, quanto tempo ainda vai levar ou o que está acontecendo. Mesmo que a equipe esteja trabalhando normalmente, a ausência de comunicação gera insatisfação. O silêncio é interpretado como descaso, e o tempo parece mais longo.
A ESPERA INFORMADA NO ATENDIMENTO EM CLÍNICAS
Já a “espera informada” não reduz os minutos, mas, transforma a percepção. Na prática, quando alguém comunica, por exemplo, que há atraso de 25 minutos devido a uma urgência, ou que o exame ficará pronto em cerca de 40 minutos, o paciente entende o contexto, ajusta suas expectativas e se sente respeitado.
A previsibilidade gera segurança, e segurança é parte essencial da experiência em saúde. Como reforça os especialistas do Instituto Experiência do Cliente, a experiência do paciente não está apenas no serviço prestado, mas na forma como ele é conduzido em cada ponto de contato.
A espera é uma desse momentos, e muitas vezes o mais sensível. Mesmo que o tempo seja o mesmo, quando há comunicação , há cuidado. Nem toda espera pode ser evitada, mas toda espera pode ser comunicada.
O QUE FAZER PARA UTILIZAR A PSICOLOGIA DA ESPERA NA SUA CLÍNICA?
Informar atrasos, oferecer previsões reais, atualizar o paciente e reconhecer que ele esta aguardando são atitudes simples que transmitem respeito e humanizam o tempo.
A experiência do paciente começa antes da consulta, o silêncio deixa o paciente mais ansioso. Já a informação, por outro lado, acalma e passa segurança. No fim das contas, o tempo importa menos que a forma como o paciente se sente quando espera, e é aí que está a diferença entre apenas atender e realmente cuidar




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