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GESTÃO DA EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: O PAPEL DO DIAGNÓSTICO DO CLIENTE OCULTO NA MELHORIA CONTÍNUA NO SETOR DE SAÚDE.

  • Foto do escritor: Fernando Coelho
    Fernando Coelho
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura


A aplicação da metodologia de cliente oculto, que já era grande em comércio, vem crescendo em clínicas e laboratórios. A técnica consiste em enviar avaliadores anônimos para vivenciar e mapear toda sua jornada, desde o canal de acesso do serviço até o pós-consulta, a fim de pontuar oportunidades de treinamento, o que muitas vezes, passa despercebido pelo gestor.


No setor da saúde, a adoção do cliente oculto está alinhada como uma ferramenta estratégica, integrada a um modelo de gestão moderno, orientada por dados, evidências e experiência real do paciente, e não por avaliações internas ou subjetivas.


De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, instituições que investem em ferramentas de avaliações contínua, sejam internas ou externas, que registram melhorias consistentes na padronização de processos e na redução de erros operacionais.


No contexto da gestão da experiência do paciente, a aplicação da metodologia de cliente oculto realizada pelo Instituto Experiência do Paciente destaca-se como uma ferramenta estratégica de avaliação contínua, atuando também, nos serviços de saúde e bem-estar.



A partir da vivência integral da jornada do paciente, desde o primeiro canal de contato com a instituição, por meios dos canais de acesso e busca por serviços, até o acompanhamento no pós-consulta. A metologia possibilita a coleta de feedbacks externos estruturados e baseados em critérios previamente definidos.  


A análise dos dados obtidos por meio da aplicação do cliente oculto conduzido e monitorado pelo Instituto Experiência do Cliente permite evidenciar fragilidades recorrentes ao longo da jornada do paciente, especialmente nos seguintes aspectos:


  • Fragilidade nos processos de acesso e agendamento, relacionadas à clareza das informações iniciais, confirmação de datas, horários, especialidade e orientações prévias à consulta;


  • Inconsistências na comunicação com o paciente, incluindo ausência de sondagens, explicações incompletas sobre valores, exames, preparo e fluxos internos, o que impacta diretamente a compreensão e a segurança do paciente.


  • Deficiência no acolhimento e na postura relacional, como falta de empatia, personalização do atendimento e iniciativa para esclarecimento de dúvidas


  • Falhas na padronização dos atendimentos, evidenciando variações na condução das interações, mesmo em situação semelhantes, o que compromete a experiência e a percepção de qualidade.


  • Lacunas no acompanhamento pós-consulta, especialmente na ausência de contatos de reforço, orientações adicionais ou canais claros para suporte após o atendimento.


Essas evidências, fundamentadas em feedbacks externos e indicadores de desempenho, subsidiam ações corretivas e estratégicas de capacitação, reforçando a importância do cliente oculto como instrumento de melhoria contínua e qualificação da experiência do paciente.


Além disso, a utilização sistemática dessa metodologia contribui para o fortalecimento da cultura organizacional centrada no paciente, promovendo maior alinhamento entre equipes, processos e expectativas, e refletindo positivamente na segurança, satisfação e fidelização dos pacientes. 


Antonio Gabriel Castro Costa

Instituto Experiência do Cliente

 
 
 

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