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Medindo a experiência do cliente além do NPS

jan 10

2 min de leitura

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Quando falamos em experiência do cliente, é comum encontrar empresas que apostam todas as fichas em uma única métrica: o NPS.Ele é um indicador relevante, sem dúvida. Mas sozinho não conta toda a história.


No Instituto Experiência do Cliente reforçamos que a experiência é um conjunto de percepções, emoções, esforços e memórias.E, para medir algo tão multidimensional, é preciso ampliar o olhar.


A seguir, reunimos indicadores que ajudam empresas a avaliar a experiência do cliente de maneira mais completa e estratégica.


1. CSAT — Satisfação no momento certo


O CSAT mede a satisfação do cliente em um ponto específico da jornada.

Um atendimento, uma compra, uma troca, uma entrega.


Esse indicador responde rapidamente se algo deu certo, ou se precisa de ajustes.Enquanto o NPS aponta a tendência geral, o CSAT revela o que realmente aconteceu na experiência recente.


2. CES — Esforço na resolução


O CES avalia quanto esforço o cliente precisou fazer para alcançar o que queria.

Tempo de espera, navegar em menus confusos, repetir informações ou ser transferido várias vezes, tudo isso desgasta.


Clientes toleram falhas. O que eles não aceitam é ser obrigados a trabalhar demais para resolver algo que deveria ser simples.


3. Métricas de comportamento que contam a verdade


Mais do que responder perguntas, o cliente age.


Por isso, acompanhar métricas reais do comportamento é essencial:

  • frequência de compra;

  • desistências;

  • cancelamentos;

  • uso dos canais digitais;

  • retorno depois de uma reclamação.


Comportamento revela o que a pesquisa nem sempre mostra.


4. Feedback espontâneo: o que o cliente não é perguntado, mas diz


Redes sociais, e-mails, avaliações e conversas corriqueiras trazem sinais valiosos.

Muitas vezes, é no comentário despretensioso que aparece a percepção mais sincera.Escutar com atenção (e agir) transforma experiências e evita crises.


5. Cliente Oculto: enxergando onde o cliente não fala


Mesmo com dados e pesquisas, há pontos cegos que só aparecem quando alguém vive a jornada como cliente, mas com visão técnica.


O cliente oculto mostra:


  • incoerências entre o discurso e a prática,

  • atritos invisíveis na jornada,

  • fragilidades emocionais da experiência.

É um complemento indispensável para quem quer ir além do número e enxergar a realidade.


Por que combinar métricas?


Porque nenhuma métrica isolada conta toda a verdade.Juntas, elas mostram o que o cliente sente, faz, evita, busca e abandona.


E é dessa leitura integrada que surgem as decisões que realmente transformam a experiência.


No fim, medir a experiência do cliente não é sobre saber apenas se ele recomendaria a empresa.É sobre entender o que encantou, o que atrapalhou, o que o fez voltar e, principalmente, o que pode ser melhorado.


No Instituto Experiência do Cliente, acreditamos que métricas são bússolas.Mas quem aponta a direção é a empresa que escuta, analisa, decide e evolui continuamente.

Porque experiência não é medida com uma nota.Ela é percebida ao longo da jornada.

E cada ponto conta.


Victor Gabriel Teixeira Ferreira

Instituto Experiência do Cliente


jan 10

2 min de leitura

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