
Para onde as empresas precisam olhar em 2026?
jan 8
2 min de leitura
1
8
0
O mercado de trabalho está mudando em uma velocidade sem precedentes — e ignorar esse movimento é um risco estratégico. Recentemente, o LinkedIn divulgou sua lista anual de empregos em alta, mapeando os 25 cargos com crescimento mais acelerado no Brasil nos últimos três anos. O estudo analisa dados da base de usuários e dos anúncios de vagas dentro da própria plataforma, oferecendo um retrato bastante fiel das transformações em curso.
Mas afinal, o que esse levantamento revela sobre o futuro das empresas em 2026?
Muito além dos cargos: o que está por trás do crescimento
Mais do que apontar funções específicas, a lista do LinkedIn evidencia competências, mentalidades e áreas estratégicas que ganham relevância. Entre os principais vetores de crescimento, destacam-se:
Tecnologia e dados: cargos ligados à análise de dados, inteligência artificial, segurança da informação e automação continuam em forte expansão.
Experiência do cliente e do colaborador: funções que integram atendimento, jornada do cliente, sucesso do cliente e cultura organizacional ganham protagonismo.
Gestão e liderança: cresce a demanda por líderes capazes de gerir pessoas, processos e resultados em ambientes cada vez mais complexos.
Marketing, vendas e crescimento: posições voltadas a performance, relacionamento e geração de valor sustentável seguem em alta.
Esses movimentos indicam que o mercado não busca apenas especialistas técnicos, mas profissionais completos, com visão sistêmica, capacidade analítica e forte orientação ao cliente.
O olhar estratégico das empresas para 2026
Segundo o professor doutor Fernando Coelho, o grande erro das empresas é olhar para listas como essa apenas sob a ótica de contratação.
“O verdadeiro valor desse tipo de estudo está em entender para onde o negócio precisa evoluir. Os cargos em alta mostram onde estão os investimentos, as dores e as oportunidades do mercado.”
Na prática, isso significa que as empresas precisam olhar para 2026 com foco em:
Desenvolvimento de pessoas, e não apenas reposição de mão de obra
Capacitação contínua, alinhada às novas competências do mercado
Experiência do cliente como estratégia, e não só como discurso
Gestão baseada em dados, indicadores e processos bem definidos
Cultura organizacional forte, capaz de sustentar crescimento e inovação
A pergunta não é apenas “quais cargos estarão em alta?”, mas sim:“minha empresa está preparada para esse novo cenário?”
Olhar para os dados do mercado, como os apresentados pelo LinkedIn, é o primeiro passo. O segundo — e mais importante — é transformar essas informações em estratégia, cultura e ação prática dentro da organização.
Em 2026, vencerão as empresas que entenderem que crescimento sustentável começa pelas pessoas, passa pela experiência e se consolida com gestão profissional.
